A Fábula dos Saxofonistas
Era uma vez, numa cidade longinqua uma casa de jazz chamada “Instrumentália de la Jazzista”. Lá tocavam apenas os grandiosos nomes da música instrumental. Não era atoa que “Sérgio Norberto de Todos os Santos” havia sido cogitado para tocar nesta icônica casa de espetáculos. Dono de um currículo invejável, já havia tocado com outros nomes igualmente grandes do pop e do rock. Mas tamanho era o prestígio da “Instrumentália de la Jazzista” que “Sérgio Norberto” aceitou imediatamente o convite. Era uma noite chuvosa, pessoas se acotovelavam em frente a casa de espetáculos. Todos os espaços da casa foram tomados pelo público, a lotação era total, nunca tinha-se visto tanta gente junta na casa, e muitos que passavam mal, tinham que ser tirados por sobre os outros. Precisamente às 23:00 subia ao palco a lenda… O povo maravilhado e em um silêncio copioso assistia “Sérgio Norberto” retirar do seu estojo totalmente de ouro, seu sax também de ouro e empunhá-lo com maestria pronto para o concerto. Encheu os pulmões de ar e… soprou. Tocou mal, foi quase uma hora de notas desafinadas, passagens musicais horrendas, desconexas, esquisitas, incrívelmente ruins. Nunca foi visto um saxofonista tão grande como aquele tocando tão mal. “Sérgio Norberto” nem acabou o show, saiu do palco antes do fim e sem esperança de “bis” tamanho foi o fiasco. O povo indignado gritava, ameaçando quebrar tudo, quando viram ao fundo do palco um homem que mais parecia um mendigo. Com um saxofone todo enferrujado e enrolado num jornal. Imediatamente povo da “Istrumentália de la Jazzista” passou a pedir (aos gritos também) que o desconhecido tocasse para eles. “Eu não sei tocar” dizia o desconhecido. Mas o povo havia pago para ver um espetáculo, queria ouvir um sax harmonioso e esperançosamente berravam mais e mais em uma só voz, para que o desconhecido tocasse. “Bom, já que insistem” disse ele, puxando o saxofone de dentro dos jornais. Após uma breve salva de palmas o silêncio novamente foi copioso. E o desconhecido começou a tocar.
Os presentes ficaram perplexos…
Por incrível que aquilo pudesse parecer…
O desconhecido tocou muito…
Mas muito pior do que “Sérgio Norberto”….
Moral da história: Nem sempre é falsa modéstia!
Gostei da fábula!
De onde tu tirou essa?
Ninja Respondeu:
às 10:21
Heheheh
Oi Elaine!
Essa aí eu ouvi em algum lugar, mas não lembro ao certo, e na verdade era bem mais simples. Os nomes usados acima, bem como a situação são apenas ficção, qualquer semelhança é mera coincidência.
Obrigado pelo comentário e volte sempre.